Pelo meio do tormento
Podia ver a névoa métrica,
Açoite em trova
Por espaços onde minhas mãos
Haviam de congelar.
Tropegamente atento as inverdades
Do dizer de uma alma que pulsa
No vácuo deixado pelo inexato
De milhares de verdades múltiplas.
Não sabe-se quais são as reais
Por viverem ao mesmo tempo,
Sensações de isquemia de cátodos
Escondendo um eu miserável,
Que só é real quando adormeço.
Por ser suposto humano roto,
Minhas almas maculam o nada
Sustenidas por um corte no absurdo
Pulsando sangue de uma vida vazia e inexata.
Onde diferentes seres clamam
Um óbvio respiratório divino
Pedindo arrego de um corpo,
Usado por milhares como morada.
-----------------------------------------xx--------------------------------------------------
Sou um mentiroso
Por entre minha língua
Vosciferam almas de outros seres
Que pedem liberdade mórbida.
Mártir de uma nação
De uma só morada em pele
Aberta a inverdades
Contadas pelos que habitam o invólucro
Epiderme que sublima
Ânsia inanimada
Por caminhos que outros traçaram
Dentro de mim...
Movimento em sépia
Descoberta harmonia do nascer
Em mentiras cravadas
No mais catársico sol
Não há saida fácil
Por mundos didáticos,
Onde o amar
escondeu-se......
----------------------------------------------------xx------------------------------------------------------
Trôpego vagão afável
dilacerando minha paranóia
Hipocôndrica inércia
é dona...
Seus pés não mais movem,
por trilhos elétricos na
estática de uma voz de
Anunciação...
Amontoado de almas
em olhares inertes,
Botulismo de abdomen me impede
distrai-me da simbologia,
de perde-se do mentir em forma
De tarot estranho....
Em prioridade o tacanho,
emana maledicências
Do que perdi...
Uma vida.....
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
DESABAFO
Eu sempre acho que ninguém lê nada que aparece no GD. Mas para minha imensa surpresa, tem gente que o faz. E muito mais do que isso, acaba escrevendo para esse sacripanta blogueiro (olha a palavra proibida hihihihi), com sugestões e até textos.
Esse aqui chegou ontem via e-mail e eu achei de uma poesia tão bonita e visceral, mesmo parecendo uma nota em diário, que achei que deveria ser publicado nos entrecantos. Pois esse é o objetivo.
Então sem mais delongas, senhoras e senhores o texto de nosso(a) leitor(a) anônimo(a):
Eu era feliz. Minto. Eu era muito feliz.
Os segundos da minha vida foram passando e eu senti a felicidade saindo por cada poro do meu corpo.
Quando meu pai saiu de casa pela primeira vez, aprendi que nada dura para sempre.
Quando minha mãe destruiu a casa, aprendi que as pessoas perdem o controle de suas emoções.
Quando meu pai voltou, aprendi que se conformar não faz bem.
Nunca me conformar talvez tenha sido a lição mais valiosa que aprendi.
Não me conformo com maldades.
Não me conformei quando os olhos diziam "te odeio" e as mãos no pescoço me tiravam o ar.
Não me conformei quando dei meu último suspiro.
Não me conformo com mentiras.
Não me conformo ser responsável por verdades alheias.
Não me conformo com a inveja.
Um dia me disseram que eu sorria demais.
Nesse dia eu ainda acreditava nas pessoas.
Nesse dia eu não tinha medo das pessoas.
Hoje eu vejo a mentira, a maldade e a inveja.
Hoje eu tenho a mentira, a maldade e a inveja.
Não sorrio.
Choro.
Choro porque me conformei.
Me conformei que só posso ser feliz em segredo.
Me conformei que as pessoas mentem felicidade.
Me conformei que há pessoas que fazem maldades gratuitas.
Me conformei que cansei.
Cansei da mentira.
Cansei da maldade.
Cansei da inveja.
Cansei das pessoas.
Cansei de mim.
Esse aqui chegou ontem via e-mail e eu achei de uma poesia tão bonita e visceral, mesmo parecendo uma nota em diário, que achei que deveria ser publicado nos entrecantos. Pois esse é o objetivo.
Então sem mais delongas, senhoras e senhores o texto de nosso(a) leitor(a) anônimo(a):
Eu era feliz. Minto. Eu era muito feliz.
Os segundos da minha vida foram passando e eu senti a felicidade saindo por cada poro do meu corpo.
Quando meu pai saiu de casa pela primeira vez, aprendi que nada dura para sempre.
Quando minha mãe destruiu a casa, aprendi que as pessoas perdem o controle de suas emoções.
Quando meu pai voltou, aprendi que se conformar não faz bem.
Nunca me conformar talvez tenha sido a lição mais valiosa que aprendi.
Não me conformo com maldades.
Não me conformei quando os olhos diziam "te odeio" e as mãos no pescoço me tiravam o ar.
Não me conformei quando dei meu último suspiro.
Não me conformo com mentiras.
Não me conformo ser responsável por verdades alheias.
Não me conformo com a inveja.
Um dia me disseram que eu sorria demais.
Nesse dia eu ainda acreditava nas pessoas.
Nesse dia eu não tinha medo das pessoas.
Hoje eu vejo a mentira, a maldade e a inveja.
Hoje eu tenho a mentira, a maldade e a inveja.
Não sorrio.
Choro.
Choro porque me conformei.
Me conformei que só posso ser feliz em segredo.
Me conformei que as pessoas mentem felicidade.
Me conformei que há pessoas que fazem maldades gratuitas.
Me conformei que cansei.
Cansei da mentira.
Cansei da maldade.
Cansei da inveja.
Cansei das pessoas.
Cansei de mim.
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