Eu sempre acho que ninguém lê nada que aparece no GD. Mas para minha imensa surpresa, tem gente que o faz. E muito mais do que isso, acaba escrevendo para esse sacripanta blogueiro (olha a palavra proibida hihihihi), com sugestões e até textos.
Esse aqui chegou ontem via e-mail e eu achei de uma poesia tão bonita e visceral, mesmo parecendo uma nota em diário, que achei que deveria ser publicado nos entrecantos. Pois esse é o objetivo.
Então sem mais delongas, senhoras e senhores o texto de nosso(a) leitor(a) anônimo(a):
Eu era feliz. Minto. Eu era muito feliz.
Os segundos da minha vida foram passando e eu senti a felicidade saindo por cada poro do meu corpo.
Quando meu pai saiu de casa pela primeira vez, aprendi que nada dura para sempre.
Quando minha mãe destruiu a casa, aprendi que as pessoas perdem o controle de suas emoções.
Quando meu pai voltou, aprendi que se conformar não faz bem.
Nunca me conformar talvez tenha sido a lição mais valiosa que aprendi.
Não me conformo com maldades.
Não me conformei quando os olhos diziam "te odeio" e as mãos no pescoço me tiravam o ar.
Não me conformei quando dei meu último suspiro.
Não me conformo com mentiras.
Não me conformo ser responsável por verdades alheias.
Não me conformo com a inveja.
Um dia me disseram que eu sorria demais.
Nesse dia eu ainda acreditava nas pessoas.
Nesse dia eu não tinha medo das pessoas.
Hoje eu vejo a mentira, a maldade e a inveja.
Hoje eu tenho a mentira, a maldade e a inveja.
Não sorrio.
Choro.
Choro porque me conformei.
Me conformei que só posso ser feliz em segredo.
Me conformei que as pessoas mentem felicidade.
Me conformei que há pessoas que fazem maldades gratuitas.
Me conformei que cansei.
Cansei da mentira.
Cansei da maldade.
Cansei da inveja.
Cansei das pessoas.
Cansei de mim.