Pelo meio do tormento
Podia ver a névoa métrica,
Açoite em trova
Por espaços onde minhas mãos
Haviam de congelar.
Tropegamente atento as inverdades
Do dizer de uma alma que pulsa
No vácuo deixado pelo inexato
De milhares de verdades múltiplas.
Não sabe-se quais são as reais
Por viverem ao mesmo tempo,
Sensações de isquemia de cátodos
Escondendo um eu miserável,
Que só é real quando adormeço.
Por ser suposto humano roto,
Minhas almas maculam o nada
Sustenidas por um corte no absurdo
Pulsando sangue de uma vida vazia e inexata.
Onde diferentes seres clamam
Um óbvio respiratório divino
Pedindo arrego de um corpo,
Usado por milhares como morada.
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Sou um mentiroso
Por entre minha língua
Vosciferam almas de outros seres
Que pedem liberdade mórbida.
Mártir de uma nação
De uma só morada em pele
Aberta a inverdades
Contadas pelos que habitam o invólucro
Epiderme que sublima
Ânsia inanimada
Por caminhos que outros traçaram
Dentro de mim...
Movimento em sépia
Descoberta harmonia do nascer
Em mentiras cravadas
No mais catársico sol
Não há saida fácil
Por mundos didáticos,
Onde o amar
escondeu-se......
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Trôpego vagão afável
dilacerando minha paranóia
Hipocôndrica inércia
é dona...
Seus pés não mais movem,
por trilhos elétricos na
estática de uma voz de
Anunciação...
Amontoado de almas
em olhares inertes,
Botulismo de abdomen me impede
distrai-me da simbologia,
de perde-se do mentir em forma
De tarot estranho....
Em prioridade o tacanho,
emana maledicências
Do que perdi...
Uma vida.....